Bombeiro de Campo Maior morre durante patrulhamento em plena operação de apoio ao mau tempo
O mau tempo que tem assolado o país fez mais uma vítima. Um bombeiro voluntário de Campo Maior, de 46 anos, morreu este sábado durante uma operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância relacionada com as cheias que continuam a afetar o distrito de Portalegre.
A morte foi confirmada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
🚨 Operação decorria na Estrada Nacional 373
O bombeiro integrava uma equipa destacada para monitorizar zonas críticas junto ao rio Caia, que transbordou após vários dias de chuva intensa.
O alerta foi dado cerca das 13h30, quando o operacional desapareceu numa área alagada da EN373, perto da Ponte da Ribeira.
Segundo informações recolhidas por vários órgãos de comunicação social, o bombeiro terá tentado atravessar uma zona inundada a pé quando caiu numa área de maior profundidade.
Os colegas ainda o retiraram da água e tentaram reanimá‑lo, mas o óbito acabou por ser declarado no local pelo médico da VMER de Portalegre.
👮 A vítima era também militar da GNR
O bombeiro, além de voluntário na corporação de Campo Maior, era militar da Guarda Nacional Republicana, colocado no Posto Territorial da vila.
A notícia causou enorme consternação entre colegas e habitantes, que o descrevem como um profissional dedicado e sempre disponível para ajudar.
🖤 Três dias de luto municipal
A Câmara Municipal de Campo Maior decretou três dias de luto, sublinhando o “espírito de missão” e a “forma exemplar” com que o bombeiro desempenhava as suas funções.
O presidente do município, Luís Rosinha, lamentou profundamente a perda e destacou o papel essencial dos operacionais que têm estado no terreno a apoiar populações isoladas.
🌧️ Mau tempo já provocou várias mortes
Com esta ocorrência, sobe para 14 o número de vítimas mortais associadas às tempestades que têm atingido Portugal nas últimas semanas.
A região do Alentejo tem sido particularmente afetada por:
- cheias rápidas
- estradas cortadas
- famílias isoladas há mais de 48 horas
- ribeiras e barragens em níveis críticos
As operações de vigilância e patrulhamento têm sido constantes, com bombeiros, GNR e Proteção Civil a monitorizar zonas de risco.
📌 Conclusão
A morte do bombeiro de Campo Maior representa mais um momento trágico num período marcado por destruição e instabilidade meteorológica.
O país volta a reconhecer o trabalho incansável dos operacionais que, mesmo em condições extremas, continuam a arriscar a vida para proteger as populações.

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