Tempestade ORIANA assola Portugal: A1 colapsa e Minho em alerta máximo por cheias

Tempestade ORIANA assola Portugal: Minho em alerta máximo, risco extremo de cheias e danos graves na A1

Portugal enfrenta mais um episódio de mau tempo severo com a chegada da tempestade ORIANA, a 15.ª depressão nomeada deste outono/inverno. Embora o centro da depressão se forme sobretudo em Espanha, o sistema frontal associado está a atravessar o território nacional entre a tarde de 12 e a madrugada de 13 de fevereiro, trazendo chuva intensa, vento forte, neve nas zonas altas e risco elevado de cheias.

🌧️ Minho em alerta máximo: chuva forte, vento e risco de inundações

O Minho é uma das regiões mais afetadas, com previsões de:

  • Chuva persistente e forte, especialmente no litoral
  • Rajadas de vento até 80 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas
  • Agitação marítima extrema, com ondas até 11 metros na costa ocidental
  • Risco elevado de cheias nos rios Cávado e Ave, segundo a APA

As autoridades alertam para inundações urbanas, instabilidade de vertentes, solos saturados, quedas de árvores, arrastamento de objetos e perigo na orla costeira.

⚠️ Situação crítica no Mondego e impacto direto na A1

A tempestade ORIANA chega numa altura em que o país já enfrenta uma crise de cheias, especialmente na bacia do Mondego, onde os caudais ultrapassam níveis de segurança e várias infraestruturas estão sob pressão.

O mau tempo contribuiu para um dos episódios mais graves das últimas semanas:

➡️ Parte da A1 ruiu na zona de Coimbra

Um troço da Autoestrada 1 (A1) desabou após o rompimento de um dique no rio Mondego, na zona de Casais, em Coimbra.
O ministro das Infraestruturas confirmou que a reparação irá demorar várias semanas, dada a violência das águas e a instabilidade do terreno.

A circulação foi interrompida e as autoridades alertam para a possibilidade de novas ruturas devido à saturação dos solos e ao aumento dos caudais.

❄️ Neve e trovoadas nas próximas horas

Após a passagem da frente principal, prevê-se:

  • Aguaceiros fortes
  • Trovoadas
  • Queda de neve acima dos 1000/1100 metros, com acumulações significativas na Serra da Estrela

🛑 Recomendações da Proteção Civil

A ANEPC reforça medidas essenciais:

  • Evitar zonas ribeirinhas, leitos de cheia e orla costeira
  • Garantir a desobstrução de escoamentos
  • Recolher ou fixar objetos soltos
  • Conduzir com prudência, reduzindo a velocidade
  • Acompanhar avisos do IPMA e das autoridades locais

📌 Conclusão

A tempestade ORIANA está a agravar uma situação meteorológica já crítica em Portugal, especialmente no Minho, no Mondego e nas principais vias rodoviárias como a A1.
Com o país ainda a recuperar dos efeitos das depressões Kristin, Leonardo e Marta, este novo episódio exige máxima atenção, preparação e cumprimento rigoroso das recomendações oficiais.



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