Alerta mundial: Novo vírus com mortalidade de 75%
As autoridades de saúde da Índia estão numa corrida contra o tempo para travar um surto do vírus Nipah, identificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das maiores ameaças para uma próxima pandemia. O surto, localizado perto de Calcutá, já infetou cinco pessoas e está a causar pânico devido à inexistência de vacina ou cura.
Profissionais de saúde em estado crítico
O foco de infeção foi detetado na região de Bengala Ocidental. Entre os casos confirmados encontram-se profissionais de saúde, incluindo um médico e três enfermeiros, que terão contraído o vírus ao tratar um paciente com problemas respiratórios graves. Uma das enfermeiras encontra-se atualmente em coma e em estado crítico.
As autoridades já colocaram cerca de 20 contactos de alto risco em quarentena rigorosa e estão a monitorizar mais de 180 pessoas para evitar que o vírus chegue ao centro de Calcutá, uma das cidades mais populosas do mundo.
O que é o vírus Nipah e como se transmite?
O Nipah é um vírus zoonótico, transmitido originalmente de animais para humanos. Os morcegos frugívoros são os hospedeiros naturais, mas a transmissão também pode ocorrer através de porcos infetados ou, de forma mais preocupante, diretamente entre pessoas.
Sintomas e Gravidade:
Começa com febre, dores de cabeça e vómitos.
Evolui rapidamente para dificuldades respiratórias agudas.
Nos casos graves, causa inflamação cerebral (encefalite), podendo levar ao coma em apenas 24 horas.
A taxa de mortalidade é assustadora, variando entre 40% e 75%.
A OMS já classificou o Nipah como um patógeno prioritário, apelando à comunidade científica para o desenvolvimento urgente de tratamentos, antes que o surto se transforme numa escala incontrolável.
🛑 O que precisa de saber: Prevenção e Riscos Globais
Embora o surto atual esteja localizado na Índia, a facilidade de circulação internacional coloca as autoridades de saúde em alerta. Veja como se proteger e quais os riscos:
Como prevenir o contágio?
Lave as mãos frequentemente: O uso de sabão e desinfetantes à base de álcool é essencial.
Evite contacto com animais: Especialmente morcegos e porcos em zonas de risco.
Cuidado com os alimentos: Não consuma frutas ou sumos de palmeira que possam ter sido contaminados por saliva ou urina de morcegos.
Distanciamento social: Em caso de surto, o isolamento de pessoas infetadas é a única forma de travar a transmissão humana.
Países com maior risco de propagação: Devido à presença natural do morcego frugívoros (Pteropus), as regiões sob maior vigilância são:
Sudeste Asiático: (Índia, Bangladesh, Tailândia e Singapura).
Austrália: Onde circulam vírus da mesma família.
África: Algumas zonas centrais e ocidentais já detetaram anticorpos em morcegos locais.
Nota importante: Até ao momento, não existem casos confirmados na Europa, mas a Organização Mundial da Saúde recomenda que os sistemas de saúde nacionais mantenham protocolos de rastreio para viajantes vindos de zonas afetadas.

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