Morreu Jornalista Constança Cunha e Sá: Vício do tabaco associado à doença


Morreu Constança Cunha e Sá, figura singular do jornalismo português

Uma carreira marcada pela independência e frontalidade

Constança Cunha e Sá faleceu aos 67 anos, vítima de cancro. Jornalista e comentadora política, foi uma das vozes mais influentes da comunicação social portuguesa nas últimas décadas. Nascida em Lisboa em 1958, estudou Filosofia e iniciou a carreira no final dos anos 1980, destacando-se pela rapidez de raciocínio, pela ironia fina e por uma independência intelectual amplamente reconhecida.

Luta contra o cancro

Segundo o jornal Público, Constança encontrava-se internada nos cuidados paliativos da instituição Irmãs Hospitaleiras, em Lisboa, após uma longa batalha contra o cancro do pulmão.

O vício que nunca escondeu

Em entrevistas passadas, Constança admitiu que o tabaco foi um hábito presente na sua vida desde os 16 anos.
“Fumo desde os meus 16 anos e, para ser honesta, nunca pensei nem tentei deixar de fumar. Só parei quando estava grávida do meu filho. Eu fumo com prazer”, afirmou ao Diário de Notícias.

Este vício, que a própria descrevia como um dos seus “prazeres”, é apontado como provável causa da doença que acabou por lhe tirar a vida.

Escondeu a doença e afastou-se da vida pública

A jornalista tinha sido diagnosticada com um cancro, mas nunca tornou pública a sua condição. Após descobrir a doença, optou por se afastar da vida pública, preservando a sua intimidade e dedicando-se ao círculo mais próximo.

A notícia da sua morte foi avançada pela CNN Portugal e pela TVI, onde Constança Cunha e Sá trabalhou como jornalista, editora de política e comentadora.

Do semanário O Independente à análise política televisiva

Constança integrou a primeira geração da revista Sábado e marcou de forma decisiva o semanário O Independente, onde viria a ser diretora. A partir dos anos 2000, tornou-se presença regular na televisão, nomeadamente na TVI e TVI24, onde se destacou como editora de Política e comentadora. Era conhecida por entrevistas duras, incisivas e por um estilo frontal que não deixava margem para complacência.

Reconhecimento e homenagens

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, descreveu-a como “uma figura singular do jornalismo português, cujo percurso profissional e humano deixa uma memória indelével em todos quantos com ela tiveram o privilégio de trabalhar e de privar”.

Também Paulo Rangel, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, deixou uma mensagem de despedida: “Inteligente, culta, frontal, com tanta ironia quanto exigência. Nela encarnou o escrúpulo jornalístico. Amava a vida em e com todas as contradições. Humana, demasiado humana para o nosso tempo”.

Uma vida para além do jornalismo

Fora do ecrã, Constança Cunha e Sá cultivava uma paixão pela literatura e pela música clássica, géneros que acompanhou ao longo da vida. Era lembrada como alguém de curiosidade inesgotável e grande intensidade intelectual, qualidades que marcaram não só a sua carreira, mas também a sua forma de estar no mundo.

🕊️ Reflexão final

A morte de Constança Cunha e Sá representa a perda de uma voz única no jornalismo português. A sua frontalidade, independência e rigor tornaram-na uma referência incontornável, capaz de desafiar consensos e provocar reflexão. O seu legado permanece como inspiração para futuras gerações de jornalistas e analistas políticos.

Revelada a causa da morte da Jornalista Constança Cunha e Sá 

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