Rui Oliveira quebra o silêncio sobre a troca de corpo do irmão: "Era um estranho de 90 anos com as roupas dele"

O luto da família de Rui Oliveira transformou-se num verdadeiro filme de terror. Após a perda de Mário José Oliveira Nunes, de 69 anos, a família preparava-se para a despedida final no Cemitério de Carnaxide quando o impensável aconteceu: ao abrirem a urna, depararam-se com o corpo de um desconhecido.

Em entrevista exclusiva (que pode ver no vídeo abaixo), o apresentador detalhou a "negligência grosseira" ocorrida no Hospital de São José, em Lisboa.

"Nada tinha a ver com o meu irmão"

Segundo o relato de Rui Oliveira, o erro foi detetado pela cunhada minutos antes do início do velório. "A minha cunhada sentiu necessidade de se despedir do marido... e é quando constata que, na realidade, a pessoa que ali está não tem nada de semelhante ao meu irmão", revelou o apresentador, visivelmente consternado.

O choque foi ainda maior ao perceberem que o corpo trocado — de um senhor com cerca de 90 anos — estava vestido com as roupas, meias e sapatos que a família tinha entregue para o funeral de Mário.

Falhas graves no protocolo

Rui Oliveira aponta o dedo à falta de rigor nos procedimentos da casa mortuária do hospital e da própria agência funerária. Segundo o apresentador, o corpo saiu do hospital sem que fosse feito o devido reconhecimento presencial por um familiar ou representante, uma falha de protocolo que considera inaceitável.

"Entregam um morto com o nome Carlos de Oliveira... fisicamente nada tinha a ver com o meu irmão", explicou, alertando para o facto de que a semelhança nos apelidos nunca poderia justificar tamanha falta de controlo.

O calvário antes da morte

Para além do incidente no funeral, Rui Oliveira recordou as três semanas "perdidas" no Hospital Egas Moniz, onde, segundo o próprio, pouco ou nada foi feito para diagnosticar o tumor que acabou por vitimar o irmão num curto espaço de tempo. Foi apenas após a transferência para a Fundação Champalimaud que a família obteve respostas, mas já era tarde demais devido ao estado de debilidade de Mário.

Veja abaixo o vídeo completo com o testemunho detalhado de Rui Oliveira sobre este caso que está a chocar o país:


O Alerta Final

Rui Oliveira terminou com um aviso a todos os portugueses: "Isto é um alerta. Nas vagas de maior mortalidade, é melhor terem a atenção de irem às morgues identificar e reconhecer mesmo o corpo".

A família aguarda agora os resultados de exames complementares para decidir se avançará com queixas formais contra as instituições envolvidas.

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