Ex‑presidente de clube de Futebol assassinado durante o funeral da mãe

Um crime chocante em plena cerimónia fúnebre

Alain Orsoni, antigo presidente do clube francês AC Ajaccio, foi morto a tiro na segunda‑feira, 12 de janeiro, enquanto assistia ao funeral da mãe, Marinette Orsoni, na aldeia de Vero, na Córsega. O dirigente, de 71 anos, caiu no local após ser atingido por um disparo no peito, num momento descrito como de enorme choque pelos presentes.

O padre Roger Polge, que conduzia a cerimónia, relatou à imprensa francesa que tudo aconteceu de forma súbita:

“Era um momento de tristeza e luto; de repente, ouvimos um tiro e o Alain caiu morto”.

Disparo de longa distância

De acordo com o procurador Nicolas Septe, o tiro foi efetuado a longa distância, com elevada precisão, o que levou as autoridades a suspeitarem de um sniper escondido nas imediações do cemitério. O atirador fugiu e continua a ser procurado.

A Procuradoria abriu uma investigação por homicídio qualificado, suspeitando de atuação de um grupo organizado.

Um passado marcado por violência e ligações ao separatismo corso

A morte de Alain Orsoni reacende a longa história de violência associada ao movimento nacionalista corso. O ex‑dirigente foi uma figura de destaque do separatismo e chegou a liderar o Movimento Corso pela Autodeterminação, considerado pelas autoridades francesas como uma fachada política da Frente de Libertação Nacional da Córsega.

A sua vida já tinha sido marcada por outros episódios graves:

  • O irmão, Guy Orsoni, também nacionalista, foi assassinado em 1983.

  • Em 2008, Alain escapou a uma tentativa de homicídio pouco depois de regressar de 13 anos de exílio na América Latina e Espanha.

Carreira no futebol

Orsoni presidiu ao AC Ajaccio entre 2008 e 2015, período em que o clube passou por várias dificuldades financeiras e desportivas. Abandonou definitivamente o cargo em setembro de 2025, após o clube cair para divisões inferiores do futebol francês.

Família e legado

Segundo a imprensa, Alain Orsoni deixa um filho chamado Guy — nome escolhido em homenagem ao irmão assassinado — e era considerado uma figura influente dentro das redes do crime organizado corso.

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