Em cadeira de rodas, Nuno Markl enfrenta obstáculos e desabafa: “Um inferno”
Nuno Markl continua internado desde novembro, depois de ter sofrido dois AVCs, mas no domingo, dia 18, teve autorização para sair por algumas horas. O objetivo era simples: exercer o seu direito de voto e passar um breve momento em casa. No entanto, a experiência acabou por revelar uma realidade dura que o humorista não conseguiu ignorar.
🟦 “Um inferno”: o desabafo que expôs um problema real
Nas redes sociais, Markl relatou as dificuldades que enfrentou ao circular em cadeira de rodas.
Apesar de a escola onde votou ter rampas, o acesso exterior revelou-se um verdadeiro desafio.
“A escola onde votei tinha rampas, mas todo o passeio em redor era um inferno com uma cadeira de rodas.”
O radialista, que depende temporariamente da cadeira de rodas durante a recuperação, não escondeu a frustração:
“Agora percebo com clareza o quanto este país se está nas tintas para a acessibilidade.”
🟥 Um problema que não é só dele
Para reforçar a mensagem, Markl partilhou também o testemunho de Nuno de Carvalho Mata, influenciador digital e utilizador de cadeira de rodas, que não conseguiu votar na sala destinada para o efeito numa escola.
Sem condições de acesso, acabou por votar na rua, em plena via pública.
O caso serviu como exemplo de que a falta de acessibilidade continua a ser uma realidade diária para milhares de pessoas.
🟩 Um dia que deveria ter sido simples — e não foi
A saída temporária do hospital deveria ter sido um momento de normalidade para Nuno Markl, que tem enfrentado uma recuperação exigente após os AVCs.
Em vez disso, tornou-se num alerta sobre as dificuldades que muitos cidadãos enfrentam no espaço público.
O humorista, conhecido pela sua sensibilidade social, decidiu usar a sua voz para expor o problema — e a publicação rapidamente gerou apoio e reflexão entre seguidores e figuras públicas.

Continuamos ainda num país terceiro mundista, até quando?
ResponderEliminarFico sem palavras perante a inercia do Estado
ResponderEliminarNeste e noutros aspectos, ainda temos muito que avançar! Vou deixar um voto de apelo, em vez de se querer lecionar Educação Sexual nas Escolas Públicas, porque não lecionar Direitos e valores cívicos!
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