Atriz Elisa Lisboa morre aos 81 anos: Casa do Artista anuncia despedida emocionada

Uma figura marcante da cultura portuguesa

Elisa Lisboa, atriz e encenadora com uma carreira de mais de cinco décadas no teatro, cinema e televisão, morreu na noite de quinta‑feira, aos 81 anos. A notícia foi confirmada pela Casa do Artista, instituição onde vivia desde 2018, após ter sofrido um AVC em 2017.

Numa publicação nas redes sociais, a instituição escreveu:

“Partiu ontem à noite a atriz Elisa Lisboa. Adorava ser fotografada. Estava feliz.”

A fotografia que acompanhou a homenagem foi captada em novembro, durante uma sessão fotográfica com residentes, familiares e amigos.

Uma vida dedicada às artes

Maria Elisa Magalhães Lisboa nasceu numa família profundamente ligada à música e às artes. Filha do cantor de ópera José Eurico Corrêa Lisboa e neta do maestro Eduardo Pavia de Magalhães, iniciou o seu percurso artístico no Teatro Experimental de Cascais, passando também pela Companhia Rey Colaço‑Robles Monteiro.

Ao longo da carreira, destacou‑se em múltiplas áreas:

🎭 Teatro

Participou em produções marcantes como:

  • Bodas de Sangue (1968)

  • Maria Stuart (1969)

  • O País do Dragão (1987)

  • Vieux Carré (1988)

  • Terminal Bar (1990)

Trabalhou em palcos como o Teatro Nacional D. Maria II, Teatro da Graça, Trindade, São Luiz e Malaposta.

🎬 Cinema

Teve participações relevantes em filmes como:

  • Sombras de uma Batalha (1993)

  • Aparelho Voador a Baixa Altitude (2002)

  • Coisa Ruim (2006)

  • Alasca (2009)

  • Axilas (2016)

📺 Televisão

O público recorda-a de séries e novelas como:

  • Tragédia da Rua das Flores (1981)

  • Mistério Misterioso (1990)

  • Sozinhos em Casa (1994)

  • Morangos com Açúcar (2006)

  • Floribella (2006)

  • Conta‑me Como Foi (2008/2009)

  • A Impostora (2016)

🎵 Música

Chegou a estar prevista para interpretar Desfolhada Portuguesa no Festival RTP da Canção de 1969, tema que acabou por ser cantado por Simone de Oliveira. Em 1974, lançou o single Os Poetas / Velho Tio Tom, com músicos do Quarteto 1111.

Uma despedida sentida

A Casa do Artista recordou Elisa Lisboa como alguém que mantinha alegria e brilho mesmo nos últimos anos de vida:

“Adorava ser fotografada. Estava feliz.”

A sua partida deixa um vazio na cultura portuguesa, mas também um legado artístico vasto e profundamente respeitado.


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