🟦 Um percurso académico brilhante que terminou em tragédia
Cláudio Manuel Neves Valente, 48 anos, natural de Torres Novas, foi identificado pelas autoridades norte‑americanas como o principal suspeito de dois crimes que chocaram o país: o ataque armado na Universidade de Brown e o homicídio do físico português Nuno Loureiro, professor no MIT.
Valente foi encontrado morto esta madrugada, perto de um armazém em Salem, no estado de New Hampshire. Tinha consigo uma mochila e duas armas de fogo.
Segundo vários meios internacionais, o português era considerado um aluno excecional durante o ensino secundário. Aos 17 anos integrou uma equipa nacional numa competição de Física e, no ano seguinte, representou Portugal numa prova internacional na Austrália.
🟦 Estudos nos EUA e abandono inesperado
O suspeito mudou‑se para os Estados Unidos há mais de duas décadas para frequentar um doutoramento em Física na Universidade de Brown. A reitora, Christina Paxson, confirmou que Valente foi admitido em 2000, mas abandonou o programa no ano seguinte sem explicação conhecida.
Desde 2017, detinha estatuto de residente permanente legal nos EUA.
🟦 Ligação a Nuno Loureiro
As autoridades revelaram que Cláudio Valente e Nuno Loureiro frequentaram o mesmo curso no Instituto Superior Técnico entre 1995 e 2000. A SIC apurou que Valente terminou Física Tecnológica com média de 19 valores.
Loureiro, natural de Viseu, era um investigador reconhecido e lecionava no MIT. Tinha 47 anos.
A procuradora federal Leah B. Foley admitiu que, pela proximidade de idades e percurso académico, é provável que ambos se conhecessem.
🟦 Dois crimes, um único suspeito
A polícia acredita que Valente é o autor do ataque armado ocorrido no sábado na Universidade de Brown, que provocou duas mortes e nove feridos. A investigação ganhou novo rumo quando surgiu a possibilidade de ligação ao homicídio de Nuno Loureiro, baleado à porta de casa em Brookline, Massachusetts, na segunda‑feira.
Uma pessoa próxima do suspeito apresentou‑se às autoridades na quarta‑feira e forneceu informações decisivas para o avanço do caso.
Câmaras de vigilância captaram o carro alugado por Valente — e o próprio — tanto nas imediações da Universidade de Brown como perto da residência de Loureiro.
Quando foi encontrado pela polícia, o português vestia a mesma roupa registada nas imagens captadas junto à casa do professor do MIT.
🔍 Reflexão final editorial
Este caso junta dois percursos académicos de excelência que terminaram de forma trágica e inesperada. A investigação norte‑americana continua a tentar perceber o que motivou alguém com um historial brilhante a cometer crimes tão graves. Para Portugal, trata‑se de uma dupla perda que atinge a comunidade científica e deixa muitas perguntas por responder.

Comentários
Enviar um comentário
Obrigado pelo teu comentário! Comentários ofensivos ou publicitários serão removidos.