Morreu Ângela Pereira, a jovem de 23 anos que lutava por mais tempo para cumprir os seus sonhos

Natural de Viana do Castelo, Ângela não resistiu ao agravamento da doença e morreu no IPO do Porto no dia de Natal

Ângela Pereira, a jovem de 23 anos que emocionou o país com a sua luta contra uma doença oncológica e uma grave condição pulmonar, morreu na manhã desta quinta‑feira, dia 25 de dezembro, no IPO do Porto. O estado clínico da jovem tinha-se agravado de forma significativa nos últimos dias, como confirmam o Infocul e o Notícias de Coimbra.

Natural de Viana do Castelo, Ângela enfrentava um quadro clínico complexo: além da doença oncológica, sofria de aspergiloma, uma infeção fúngica grave nos pulmões, e tinha desenvolvido recentemente uma pneumonia, que acabou por fragilizar ainda mais o organismo.

Tentativa de ajuda internacional não chegou a tempo

Segundo o Correio da Manhã e a Rádio Vale do Minho, o IPO do Porto já tinha estabelecido contacto com um hospital especializado em Manchester, no Reino Unido — o National Aspergillosis Centre, referência no tratamento da condição rara que afetava Ângela.
O pedido surgiu após uma amiga da jovem ter lançado um apelo público na esperança de encontrar uma solução que pudesse salvar-lhe a vida.

Apesar dos esforços, a evolução da doença foi demasiado rápida.

“Queria ficar por cá para cumprir ainda mais sonhos”

Dias antes de morrer, Ângela expressou o desejo de continuar a lutar:

“Queria ficar por cá para cumprir ainda mais sonhos.”

A frase tornou-se símbolo da força e esperança que a jovem manteve até ao fim.

Uma onda de solidariedade que uniu o país

A história de Ângela gerou uma enorme mobilização nas redes sociais e na comunicação social, com milhares de pessoas a acompanhar a sua luta e a enviar mensagens de apoio.
A jovem tornou-se um rosto de coragem e resiliência, inspirando muitos pela forma como enfrentou a doença ao longo dos últimos anos.

Reflexão final

A morte de Ângela Pereira deixa um vazio difícil de descrever, mas também um legado de força e esperança. A sua luta expôs a fragilidade da vida, mas também a capacidade de união de um país inteiro perante a dor de alguém que só queria mais tempo para viver os seus sonhos. Histórias como a de Ângela lembram-nos da urgência de valorizar cada dia — e da importância de nunca desistir enquanto houver uma possibilidade, por mais pequena que seja.

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