Morreu a “eterna amiga Olga”, nome incontornável da comunicação
Uma voz que marcou gerações
Olga Cardoso, conhecida como a “eterna amiga Olga”, faleceu aos 91 anos na madrugada desta quarta-feira, vítima de um AVC. A notícia foi avançada pelo colega e amigo de longa data António Sala, com quem partilhou quase duas décadas de rádio.
“Tenho o coração partido. A Olga já não está fisicamente entre nós. Partiu durante esta madrugada. Querida Olga, obrigado por tudo”, escreveu António Sala nas redes sociais, emocionado com a partida da companheira de tantas manhãs.
A mensagem de António Sala
O testemunho mais emotivo chegou de António Sala, companheiro de longa data de Olga Cardoso nas manhãs da Rádio Renascença, onde juntos apresentaram o programa Despertar e a célebre rubrica O Jogo da Mala.
Nas redes sociais, Sala escreveu:
“Neste momento difícil e após um AVC, a minha querida Olga Cardoso, amiga e companheira de trabalho de uma vida, trava a sua mais difícil batalha. Força querida Olga, eu, e por certo milhões de pessoas, estamos contigo e pedimos a Deus que consigas vencer esta batalha. Estamos contigo Amiga.”Uma dupla inesquecível
Durante anos, António Sala e Olga Cardoso formaram uma das duplas mais acarinhadas pelos portugueses. Expressões como “A Chave ou o Dinheiro” ou o icónico grito “Uau” tornaram-se parte da memória coletiva, consolidando a imagem da eterna “Amiga Olga”.
O legado na rádio e televisão
Olga Cardoso nasceu no Porto, a 7 de julho de 1934. Aos 15 anos iniciou-se na rádio ao dar voz a radionovelas, começando uma longa carreira atrás do microfone.
Entre 1979 e 2000 apresentou na Rádio Renascença o programa Despertar, inicialmente ao lado de Fernando Almeida e mais tarde com António Sala. O formato diário tornou-se um enorme sucesso e acompanhou milhares de portugueses ao longo de mais de 20 anos.
Na televisão, estreou-se já aos 59 anos com o concurso Amiga Olga, transmitido pela TVI entre 1993 e 1994, que rapidamente se tornou um fenómeno de popularidade.
Reconhecimento e despedidas
António Sala recordou não só a amizade, mas também o companheirismo e a gargalhada única de Olga, que marcaram gerações de ouvintes. “Até sempre amiga e companheira de tantos e tantos anos de aventuras inesquecíveis. Descansa em paz eterna Amiga Olga”, escreveu.
Também o comentador Daniel Martins destacou a proximidade da relação: “Falar da Olga Cardoso é como falar de família. Conversávamos praticamente todos os dias nos últimos 15 anos”.
Últimos anos e revelações pessoais
Em entrevista a Manuel Luís Goucha, em 2022, Olga confessou ter saudades da televisão e revelou que, aos 80 anos, tinha sido diagnosticada com a doença de Parkinson. Apesar das dificuldades, manteve sempre a jovialidade e a curiosidade que a caracterizavam.
🕊️ Reflexão final
A morte de Olga Cardoso representa a despedida de uma das vozes mais queridas da rádio e televisão portuguesa. A “eterna amiga Olga” deixa um legado de proximidade, alegria e autenticidade, que continuará vivo na memória de todos os que acordaram com a sua voz e se emocionaram com a sua presença.

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