“Eu e a minha irmã gémea ficámos órfãs muito cedo” : A partilha de Paula Coelho

A morte da antiga apresentadora

Paula Coelho, antiga apresentadora do ousado programa Nutícias, da SIC Radical, morreu este sábado, 13 de dezembro, aos 47 anos. Afastada da televisão nos últimos anos, viveu durante uma década em Angola, experiência que partilhou em 2021 no programa Casa Feliz, da SIC.

Uma infância marcada pela perda

Na conversa com João Baião e Diana Chaves, Paula abriu o coração sobre a sua infância e adolescência, recordando inevitavelmente a irmã gémea, Sandra.

“Eu e a minha irmã gémea ficámos órfãs muito cedo… Houve alturas em que dormíamos três horas para podermos trabalhar e estudar. Acabámos o 12.º ano e nunca tivemos vícios. Podíamos ter seguido um caminho completamente diferente, até porque a nossa realidade enquanto miúdas não foi a melhor”, contou.

Descoberta inesperada e adolescência difícil

Paula revelou ainda que cresceu num bairro de barracas e que, após a morte dos pais, foi acolhida num colégio de freiras. Só aos 12 anos descobriu que tinha sido adotada, uma revelação que marcou profundamente a sua adolescência.

Apesar das dificuldades, destacou sempre a mãe adotiva como a única mãe que conheceu:

“Sempre será a minha mãe, é a única mãe que eu conheço. Não tenho curiosidade em conhecer outra.”

A força da ligação entre irmãs

Paula e Sandra viveram sozinhas desde os 15 anos, traçando caminhos diferentes mas sempre lado a lado. “Tornámo-nos revoltadas durante uns anos, mas depois equilibrámos. Eu por um lado, a minha irmã por outro, mas sempre juntas”, recordou.

🕊️ Reflexão final

A morte de Paula Coelho deixa um vazio na televisão portuguesa e na memória de quem acompanhou o seu percurso. A sua partilha sobre a infância difícil e a ligação com a irmã gémea revela uma história de resiliência e coragem, que inspira pela forma como transformou dor em força e independência.



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