Depois da ordem para retirar cartazes, Ventura volta ao ataque com nova cartaz



Ventura lança novo cartaz dirigido a “minorias do costume” após ordem judicial para retirar mensagens sobre ciganos

André Ventura, líder do Chega e candidato presidencial, voltou a gerar polémica ao estrear um novo cartaz de campanha, dias depois de ter sido obrigado pelo Tribunal Local Cível de Lisboa a retirar outdoors que mencionavam diretamente a comunidade cigana. A nova mensagem, agora dirigida às “minorias do costume”, mantém o mesmo slogan central: “têm de cumprir a lei”, mas evita referências explícitas a grupos específicos.

O momento foi divulgado pelo próprio Ventura, que publicou imagens e vídeos a colocar o cartaz, acompanhado da pergunta provocatória:
“E assim, já pode ser?”
A frase surge como resposta à decisão judicial que determinou a retirada dos cartazes anteriores, considerados discriminatórios por seis associações representativas da comunidade cigana, que avançaram com uma ação em tribunal.

🟩 Decisão judicial obrigou à retirada dos cartazes anteriores

Segundo a sentença, Ventura tinha 24 horas para remover todos os outdoors onde se lia “Os ciganos têm de cumprir a lei”, sob pena de multa diária por cada cartaz que permanecesse exposto. A decisão foi tomada após queixas formais e alegações de que a mensagem violava princípios de não discriminação.

Ventura recorreu da decisão, alegando que a ordem judicial limitava a sua liberdade de expressão. No entanto, enquanto o processo segue, o candidato optou por substituir os cartazes por uma versão modificada, mantendo o mesmo enquadramento político, mas com linguagem mais genérica.

🟧 “Minorias do costume”: expressão polémica reacende debate

O novo cartaz, onde se lê “As minorias ‘do costume’ têm de cumprir a lei”, reacendeu o debate público sobre os limites da comunicação política.
A expressão, vaga e aberta a interpretações, foi vista por críticos como uma forma de contornar a decisão judicial mantendo a mesma mensagem subjacente.

Fontes como a revista Sábado e o jornal Observador confirmam que o novo cartaz surge diretamente na sequência da ordem de retirada dos anteriores.

🟨 Ventura desafia decisão e mantém discurso

Ventura afirmou publicamente que “não se arrepende” dos cartazes anteriores e que continuará a defender o que considera ser uma mensagem legítima sobre cumprimento da lei. O candidato insiste que a decisão judicial representa uma limitação à liberdade de expressão e que o novo cartaz é uma forma de continuar a transmitir a mesma ideia dentro dos limites legais.

🟦 Reações divididas e debate em crescendo

A substituição dos cartazes gerou reações imediatas:

  • Críticos consideram que a nova mensagem mantém o mesmo alvo implícito e que o candidato está a contornar a decisão judicial.
  • Apoiantes defendem que Ventura está a exercer o seu direito de expressão e a denunciar desigualdades no cumprimento da lei.

O tema promete continuar a marcar a campanha presidencial, com novas reações esperadas nos próximos dias.

🟩 Conclusão

O novo cartaz de André Ventura, agora dirigido às “minorias do costume”, mantém o tom desafiante e polémico que marcou a retirada dos outdoors anteriores. A frase “E assim, já pode ser?” funciona como provocação direta à decisão judicial e reforça a estratégia de comunicação do candidato, que insiste em manter o tema no centro do debate público.

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