A bióloga e escritora viveu um último ano marcado por dificuldades
A conhecida bióloga e romancista Clara Pinto Correia, que se destacou na ciência e na literatura portuguesa, enfrentou nos últimos anos uma fase de grande fragilidade pessoal e financeira.
Apesar de ter sido uma das figuras mais ilustres da sociedade portuguesa, com trabalho reconhecido internacionalmente, a autora confessou em entrevista à revista Sábado que passou da glória ao esquecimento, vivendo um período de tristeza e desilusão.
Sem trabalho e sem apoio
Clara Pinto Correia revelou que ficou sem emprego e demorou quase dois anos até começar a receber o subsídio de desemprego.
“Fiquei sem qualquer espécie de trabalho. Primeiro que começasse a receber o subsídio de desemprego foram quase dois anos”, recordou.
O despejo
A escritora contou ainda que foi despejada da casa no Penedo, em Colares (Sintra), onde vivia há 30 anos.
Apesar da boa relação com a senhoria, uma alegada falta de pagamento levou à ordem de despejo.
Foi então que decidiu mudar-se para o Alentejo, fixando-se em Estremoz, onde levava uma vida pacata e discreta.
Uma vida marcada por altos e baixos
Além da carreira académica e literária, Clara Pinto Correia teve presença na rádio, televisão e imprensa.
Mas os últimos anos ficaram também associados a polémicas e escândalos que contribuíram para o afastamento da esfera pública.
✨ Reflexão final
A história de Clara Pinto Correia é um retrato duro da fragilidade humana e da forma como figuras públicas podem passar da notoriedade ao esquecimento. O seu percurso mostra que, por trás do reconhecimento e da fama, podem esconder-se batalhas silenciosas que marcam profundamente a vida pessoal.

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