Mónica Silva queria a Fortuna de Fernando Valente

 Fernando Valente Absolvido no Caso da “Grávida da Murtosa”


Fernando Valente, único acusado no caso do desaparecimento de Mónica Silva, grávida de sete meses, foi absolvido esta terça-feira de todos os crimes. O tribunal concluiu que não existem provas suficientes sobre a forma como Mónica terá desaparecido, nem ficou provado que tenha sido assassinada.


Família Revoltada com a Decisão

A irmã gémea, Sara Silva, reagiu com dor e revolta:

“A minha irmã não está aqui connosco, mas ele também não vai estar. Vai pagar da mesma maneira”.

A mãe, Celeste Barbosa, gritou em desespero à saída do tribunal:

“A juíza não é humana! A minha filha desapareceu e ninguém responde por isso!”.

O pai da vítima, Alfredo Silva, disse viver dias de ansiedade e esperava uma condenação:

“Acredito que os pais dele também sabem mais do que dizem”.


O Que Ficou Provado?

O tribunal deu como certo apenas que:

  • Fernando e Mónica mantiveram relações íntimas pelo menos uma vez;

  • Valente comprou um cartão pré-pago que usou para marcar um encontro com Mónica;

  • O telemóvel da vítima foi detetado na Torreira, local onde o arguido tem um apartamento;

  • Nos dias seguintes, Fernando e o pai fizeram limpezas no apartamento.

Contudo, não foi possível provar:

  • A causa da morte de Mónica;

  • Que Fernando tenha sido o autor de qualquer crime;

  • Nem mesmo que Mónica esteja morta — continua considerada desaparecida.


A Verdade Sobre a Gravidez

Embora o Ministério Público tenha alegado que o bebé era de Fernando Valente, novas informações vieram complicar a narrativa:

  • Mónica não sabia quem era o pai da criança;

  • No dia do desaparecimento, a irmã mencionou apenas o nome de um homem chamado "Pedro", e não Fernando;

  • Segundo o programa Linha Aberta, Pedro terá pressionado Mónica a fazer um aborto, chegando a oferecer-lhe uma pílula abortiva;

  • A acusação acreditava que Fernando não quis esperar pelo nascimento para fazer um teste de ADN.


Um Julgamento com Mais Perguntas que Respostas

O julgamento decorreu à porta fechada para proteger a dignidade da vítima. Apesar de o Ministério Público ter pedido 25 anos de prisão e uma indemnização de 200 mil euros, Fernando Valente foi libertado sem condenação.


Reflexão Final

Será que se tratou de um crime ou de um desaparecimento sem rasto?

Estará a justiça a falhar quando não há corpo nem provas claras?

E acima de tudo: quem fala agora por Mónica Silva e o seu bebé?

A justiça pode ter falado.
Mas a dúvida continua a gritar.

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